domingo, 12 de setembro de 2010

Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente?

Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais, por que ir em frente? Não há sentido! Melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido em uma gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia - qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber porquê. Melhor do que não sobrar nada, e esse nada ser áspero como um tempo perdido. Eu prefiro viver a ilusão do quase, quando estou ''quase'' certa de que desistindo naquele momento estarei levando uma coisa bonita, quando eu ''quase'' tenho certeza de que insistir naquilo vai me fazer sofrer, que insistir em algo ou alguém pode não ser do jeito que eu queria que fosse... Eu prefiro viver com a incerteza de poder ter dado certo, que com a certeza de ter acabado em dor. Talvez insegurança, medo, eu diria covardia, loucura... quem sabe?! (texto de @sinceridades - adaptado)

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